domingo, 22 de julho de 2012

Empreendedores da Conservação defendem a natureza


 

O nome parece saído da internet para identificar algum serviço eletrônico. Longe disso, E-Cons quer dizer Empreendedores da Conservação e refere-se a um programa da SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental), com o apoio do HSBC.
A SPVS é uma das organizações não-governamentais conservacionistas mais atuantes no Brasil, fundada em 1984, em Curitiba.
O programa E-Cons exemplifica essa postura e em seu lançamento nacional contempla seis Empreendedores da Conservação com investimentos vindos de uma verba total de R$ 1 milhão.

Nasce um projeto

A ideia do E-Cons nasceu em outubro de 2011. A princípio, ONGs parceiras, entidades públicas e profissionais autônomos atuantes em conservação em todo o Brasil indicaram projetos em seus biomas.
A SPVS e o HSBC formaram uma equipe técnica que visitou todos os indicados entre janeiro e março deste ano. Os seis selecionados são apoiados à medida que formalizam a sua participação. Isso significa apresentar um projeto empreendedor, com metas reais a longo prazo, descrição de ações e orçamento detalhado.
Embora o apoio financeiro soe como um prêmio para os Empreendedores da Conservação, a meta do programa é mais ambiciosa. A SPVS quer ser o elo entre empresas interessadas em investir em projetos reais de conservação e pessoas que desenvolvem esses projetos.
O programa já possui site próprio para que empreendedores e investidores possam se inscrever. Depois, a SPVS ingressa no processo, cuida da avaliação técnica e contribui para a união de ambas as partes.

Por que conservar?

Segundo a SPVS, no Brasil há menos de 7% de áreas originais bem conservadas da Mata Atlântica. No Cerrado, esse índice chega a 20% e na Amazônia, bioma melhor conservado, o desmatamento ainda é intenso.
Reduzidas as áreas naturais, perdem-se os serviços ambientais que nelas ocorrem: controle de pragas e polinização para a agricultura; controle da erosão do solo; recarga e manutenção de recursos hídricos; essências para medicamentos etc.
A seguir, os resumos dos E-Cons selecionados. A íntegra dos projetos está no site do programa.
- Gláucia Helena Fernandes Seixas (E-Cons Pantanal) é carioca e zootecnista, com amplo conhecimento do Pantanal. Em 1997, criou o projeto dos papagaios-verdadeiros, o qual é realizado na planície pantaneira e planaltos do entorno, no Mato Grosso do Sul.
- Terezinha Vareschi (E-Cons Mata Atlântica – Urbano) é gaúcha e formada em Letras. Mora em 36.000 m² de área nativa em Curitiba e transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal. Em 2011, criou a Apave (Associação dos Protetores de Áreas Verdes). Incentiva políticas públicas de conservação e práticas de proteção dos remanescentes naturais.
- Bianca Luiza Reinert (E-Cons Mata Atlântica), bióloga paranaense, junto com o biólogo e pesquisador Marcos Bornschein, descobriu, entre Pontal do Sul e Matinhos, no litoral do Paraná, o bicudinho-do-brejo, ave descrita para a ciência em 1995. Em 2009, ela e outras quatro pessoas adquiriram uma área para a conservação do pássaro.
- Jean Pierre Santos (E-Cons Cerrado), biólogo mineiro, transformou moradores da Serra da Canastra de inimigos em aliados na conservação do lobo-guará e do ambiente onde vive essa espécie ameaçada. O seu trabalho hoje é replicado em diversas localidades do Cerrado.
- Weber Andrade de Girão e Silva (E-Cons Caatinga), biólogo cearense, participou da descoberta do soldadinho-do-araripe, ave que só se reproduz em locais com nascentes de água, quando visitou a Chapada do Araripe. Esse episódio influenciou a sua trajetória. Ele se mudou para a região e há 15 anos criou o projeto soldadinho-do-araripe.
- O biólogo Silvio Marchini (E-Cons Amazônia), pós-doutorado pela Universidade de Oxford, dedica-se à pesquisa e conservação da Amazônia. Criou o projeto Escola da Amazônia que, desde 2002, vem alterando o comportamento de crianças e adolescentes da região do Arco do Desmatamento em prol da conservação da natureza.

domingo, 15 de julho de 2012

Domingo prá Relaxar e se Revitalizar: Círculos Ancestrais da Água e Temascal na Airumã Estação Ambiental



Círculos Ancestrais da Água  e Temascal

Domingo prá Relaxar e se Revitalizar  

na Airumã Estação Ambiental





A araucária existe no Sul do Brasil há 280 milhões de anos, mas chegou ao século XXI ameaçada de extinção


Sul faz projeto para salvar floresta pré-histórica com risco de extinção

É do Sul uma iniciativa para tentar salvar uma floresta pré-histórica que corre o risco de desaparecer.
Pinheiros solitários em meio aos campos são sobreviventes da ação do homem. A araucária existe no Sul do Brasil há 280 milhões de anos, mas chegou ao século XXI ameaçada de extinção. As florestas se transformaram em lavouras ou foram devastadas para a exploração da madeira. Agora, técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente tentam mudar esta realidade.
“Nós pretendemos em três anos jogar no solo, entre mudas e sementes, dez milhões de mudas e com isso tirá-las da extinção para que os proprietários rurais possam explorá-las e manejá-las adequadamente”, diz o engenheiro florestal Roberto Ferron.
Na natureza, a principal responsável por espalhar as sementes de araucárias é uma ave típica do Sul, a gralha. Foi no trabalho dela que engenheiros florestais se inspiraram para iniciar o reflorestamento de árvores. O pinhão também vai cair do céu, mas desta vez com a ajuda de um avião.
A carga é colocada em um compartimento especial. Assim como a gralha deixa cair o pinhão ao tentar transportar o alimento, o avião vai lançar as sementes no ar. A diferença é a quantidade.
“A gralha, pelo que eu sei, leva um pinhão de cada vez. Nós vamos levar 400 a 500 quilos de pinhão”, conta o piloto Mario Augusto Capacchi.
Na primeira etapa do projeto, que começou nesta segunda-feira (9), 220 mil pinhões foram jogados sobre 40 hectares. Durante dois anos, estudantes da Universidade Federal de Santa Maria vão acompanhar o crescimento dos novos pinheiros. A expectativa é boa para esta espécie nativa que existe desde antes os dinossauros. 20 mil mudas deverão nascer no local nos próximos anos.
“Nós precisamos perpetuá-la, para deixar também para os nossos filhos um legado de que esta espécie tão valiosa para nós continue entre nós”, aposta um homem. (Fonte: G1)
http://noticias.ambientebrasil.com.br/?p=85209

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A preservação da Natureza e os E-CONS: Empreendedores da Conservação ."


27/06/2012
Todos os projetos financiados, por instituições públicas ou privadas, precisam ganhar corpo e ter métrica

Clóvis Borges, da SPVS: "Ninguém preserva se não for pela necessidade, ou do negócio ou porque destruir é caro"

De São Paulo 

Atuar de forma competitiva e com foco em resultados também é requisito para ampliar o volume de investimentos em iniciativas sustentáveis.  Todos os projetos financiados - por instituições públicas ou privadas - precisam ganhar corpo e ter métricas de medição para garantir a continuidade dos negócios.  "O maior desafio ainda é o de mostrar o retorno do investimento, trazendo para os projetos uma melhor relação entre a rentabilidade e o prazo para colher os frutos", afirma Altair Assumpção, responsável pela aceleradora de empresas New Ventures.

A New Ventures atua na formação de empreendedores, dando apoio na elaboração de planos e modelos de negócio com foco na atuação sustentável, preparando-os para buscar investimentos no mercado.  "Também apresentamos os empreendedores a mentores (executivos de sucesso) bem relacionados com os investidores", explica Assumpção, lembrando que já passaram pelo programa 49 empreendedores brasileiros.

O foco na formação e apoio ao empreendedor é a estratégia também da parceria entre a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e o banco HSBC, que criaram o Programa e-cons (Empreendedores da Conservação).  Com orçamento de R$ 1 milhão, a iniciativa tem a finalidade de apoiar lideranças que já realizam ações inovadoras em todos os biomas do Brasil.  "A conservação da natureza é um negócio como outro qualquer.  Não é enxergada desta forma por uma questão cultural", destaca Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS.

Segundo ele, o desenvolvimento sustentável só acontecerá com a criação de valor nas reservas naturais, o que significa a oferta de serviços ambientais e de técnicas de manejo sustentável capazes de gerar receita.  "Ninguém preserva se não for pela necessidade, ou do negócio ou porque destruir é caro", afirma.  Entre os desafios, está o de sair da escala reduzida e criar negócios de maior porte, dando impulso à formação de cadeias produtivas fortes e complexas.

Também é objetivo da SPVS e do HSBC criar condições para que estudos de pesquisadores avancem para a comercialização.  "O Brasil tem uma quantidade enorme de projetos que naufragam na hora de virar aplicação.  O pesquisador consegue bolsa para estudar, mas não transforma o conhecimento em produto ou serviço por falta de recurso", lembra Borges.

A instituição toca atualmente seis projetos, entre eles o da proprietária de uma reserva natural em Curitiba, Terezinha Vareschi, que se dedica a incentivar outros donos de áreas conservadas (com mais de 70% de vegetação nativa) em ambientes urbanos a criarem reservas particulares.  O projeto, que culminou na criação da Airumã Estação Ambiental, busca a valoração de serviços ambientais, além da montagem de modelos de negócios para a exploração sustentável das matas.  "O cinturão verde de Curitiba é essencial para o desenvolvimento sustentável da cidade e para promover qualidade de vida", diz a empreendedora.

A meta do SPVS com o apoio à Terezinha é ampliar as áreas naturais urbanas, criando um modelo possível de ser aplicado em qualquer cidade brasileira.  "Não é só questão de remunerar o empreendedor pelo trabalho realizado.  Mas de criar um embrião que pode ser implantado em qualquer município, com boas possibilidades de lucro", explica Borges.  (ET)



http://www.inovacaonacadeiadevalor.com.br/index.php?r=noticias/view&id=241648